quarta-feira, 31 de outubro de 2007


AONDE VOCÊ VAI ESTAR... AONDE VOCÊ VAI ESTAR...

39 anos em 2014. Vou estar beirando os "enta " quando o Brasil sediar a Copa do Mundo. Pelo alarme feito durante o anúncio, acho que essa Copa vai encher o saco de muita gente. Esse é o lado ruim. Eu canso da overdose de Copa do Mundo durante a Copa do Mundo. Na TV, no jornal, na vida. É só no que se fala. A Copa muda a rotina, os horários. Parece mais mais importante que feriado. O lado bom? Acho que as cidades que vão ser sede dos jogos vão melhorar... e muito. A infra-estrutura exigida pela FIFA é enorme. Vai ser preciso metrô até os estádios. Já imaginou um metrô até o Beira Rio??? Vai ter que ter. E tomara que tenha. Só assim para o país do futebol evoluir cinquenta anos em menos de dez. Então vamos torcer. E esperar. 2014. Aonde você vai estar?

ESTOU COM EPICONDIELITE

- A senhora anda levantando peso?
- Capaz, eu tô me cuidando.
- Mas tá se cuidando mesmo, Dona Alzira? Por que pra estar sentindo essa dor, só se a senhora estiver levantando peso.
- Ah, mas levantar uma chaleira não é levantar peso, não, é doutora?
- Uma chaleira cheia?
- É, mais ou menos.
- Claro que é peso, Dona Alzira.
- Mas então como vai ficar o serviço de casa?
O serviço a "doutora" não sabe. Mas o braço da Dona Alzira está de um jeito que é de dar dó. Ela sente dores horríveis há mais de quinze anos, passou por diversos hospitais e só agora começou a fazer fisioterapia.

Eu ouço muitas conversas durante as sessões na clínica do bairro Santana. Comecei na semana passada antes que comece a demorar como a Dona Alzira demorou. Estou com epicondielite. É uma lesão no epicôndio, um ossinho no braço, no cotovelo. Dói há um mês e pouco e por causa disso parei de ir pra academia. Faço sessões de choque, laser, exercícios e muito gelo. Gelo é o antiinflamatório natural, segundo a fisioterapeuta. Foram três sessões e nesta semana vou fazer direto, todos os dias. Em pelo menos dois deles, teve bolo de manhã cedo. O primeiro era de aniversário. A fisioterapeuta chefe estava de parabéns a você. Não comi o bolo porque tinha acabado de tomar café. No outro dia, bolo de novo. Uma das pacientes levou um, de nozes com nata. Bem no meu chão. Mas tinha acabado de tomar café e não comi de novo. Que coisa isso... As pessoas chegam lá na clínica felizes... Vão para levar choque, ficar encostado no gelo ou fazendo exercícios chatos e cansativos. E gostam. Vai ver o bom é a companhia mesmo. Curar o epicôndio em casa é chato demais. Nem com a nova compressa de gelo, maior do que a que eu tinha antes. Quinze minutos e parecem horas. Sem a dona Alzira, sem os bolos, sem os parabéns, fica ainda mais difícil da dor ir embora.

terça-feira, 30 de outubro de 2007





DIVERSÃO E ARTE


Chega só no ano que vem aos cinemas brasileiros o novo filme do diretor Quentin Tarantino. O nome é algo como A Prova de Morte. Preparem-se para ouvir falar muito bem e muito mal dessa história. Não tem meio termo. Tarantino parece que faz os filmes para a diversão dele e se o público também gostar, melhor ainda. É uma louca história de carros, mulheres e mutilações. Sadismo e humor juntos, se é que isso é possível.


Eu me identifico com o cara porque desde bem jovem adorava fazer esses filminhos com câmeras amadoras. Juntava os sobrinhos, pai, mãe, vizinha. E fazia a festa.Principalmente a minha. Uma diversão garantida.


No último fim-de-semana, repeti a dose com a Rita e o Maurício. Fizemos uma versão brasileira de LOST, gravada em campos, matos e riachos de Pinhal Grande. Cômico demais, pelo menos para nós. As cenas já foram montadas no computador. Estamos em fase de sonorização. Coisa boa rir da gente mesmo. Depois que ficar pronto, estamos estudando se o negócio vai ou não parar no you tube. Quem sabe. Por enquanto, estou pensando em divulgar apenas algumas ceninhas especiais. Aguardem...

quarta-feira, 24 de outubro de 2007


PORTO ALEGRE

DE VOLTA PRA CASA

... e pro trabalho. Taí o famoso crachá novo da tevê. A empresa contratou um serviço de fotografia tão ruim, mas tão ruim, que até quem era bonito ficou feio na foto. Não estou dizendo que este era meu caso. Fiquei muito ruim mesmo. As bochechas pareciam que iam sair para fora do tamanho da 3x4. Não dava. Durou uma semana. Nem eu me reconhecia naquilo. Foi assim com muita gente. A grande maioria. Os magros engordaram, os bonitos ficaram feios e os feios e gordos... bom... Eu peguei um adesivo do Superman e colei sobre a minha foto porque não podia mais olhar para ela. Nos primeiros dias, foi uma coisa. Todo mundo parava, rindo, debochando. Normal. Hoje eles já se acostumaram. Uns colegas seguiram o exemplo. Edison Silva, cinegrafista da RBS TV de Florianópolis virou o Richard Gere. Adriane Dávila, do Canal Rural, é a Fiona. Ricardo Lovatto, o Sherek. Qualquer desenho é melhor do que a nossa própria foto. Engraçada é quando um entrevistado fica olhando muito para o meu crachá sem entender o que a foto do Super Homem está fazendo ali. Eu dou uma risadinha e viro o crachá pro outro lado. Ou conto essa história.

terça-feira, 23 de outubro de 2007


*

CHAPECÓ
OCEAN AIR

Existe "comida" além do amendoim e da barra de cereal.
A Ocean Air oferece pastelzinho no café da manhã.
Pastelzinho de frango com catupiry.
Assado.
Quentinho.
xô, nutri!

*

FLORIANÓPOLIS
AEROPORTO HERCÍLIO LUZ

Quatro horas e meia de espera.
Viagem massacrante.
Preciso ir em busca do sono perdido.

*

segunda-feira, 22 de outubro de 2007


CONCÓRDIA, SC

ONZE E PORCO DA NOITE

Tenho que acordar às duas e meia, tomar banho, fechar a conta no hotel e pegar a estrada.
São noventa quilômetros daqui até Chapecó.
Mas a estrada tem tantas curvas quanto quebra-molas.
Passei por ela antes, de tarde, com sol.
Quero ver agora com essa neblina que tá lá fora...
A idéia é chegar às quatro e meia em Chapecó.
Tem que abastecer o carro.
Qual posto vai estar aberto?
E em que lugar?
Devolver o carro, fazer o check in...
O vôo para Floripa está marcado para às 5h40min.
Ocean Air.
Quando chegar lá, três horas de espera no aeroporto.
Vou ver os episódios 3 e 4 da segunda temporada de Heroes no computador.
TAM.
A previsão de chegada é 10h50min em Porto Alegre.

Queria ser o Hiro, apertar olhos e me transportar para amanhã.
De agora para amanhã.
Não vou conseguir dormir agora.

Baixei Oceano no Emule.
Com a Cássia Eller.
É uma gravação no Altas Horas.
Nunca tinha ouvido.
Tem música mais linda que essa?
Hoje, não.

Assim
Que o dia amanheceu
Lá no mar alto, da paixão
Dava prá ver, o tempo ruir
Cadê você?
Que solidão!
Esquecera de mim?
Enfim
De tudo o que
Há na terra
Não há nada em lugar
Nenhum!
Que vá crescer
Sem você chegar
Longe de ti
Tudo parou
Ninguém sabe
O que eu sofri...
Amar é um deserto
E seus temores
Vida que vai na sela
Dessas dores
Não sabe voltar
Me dá teu calor...
Vem me fazer feliz
Porque eu te amo
Você deságua em mim
E eu oceano
E esqueço que amar
É quase uma dor...
Só!
Sei!
Viver!
Se!
For!
Por!
Você!

sábado, 20 de outubro de 2007


RIBEIRÃO DA ILHA


FLORIANÓPOLIS


Um programa sobre ostras e mexilhões me trouxe até o sul da Ilha de Santa Catarina. Ribeirão da Ilha é a regiões onde mais se produz ostras no estado. Tem uma vila de pescadores cheia de casinhas coloridas e de restaurantes. Alguns, tem o tal do "renome internacional". Fomos até a casa da família Mendes. Seu Max e Dona Eva parecem que já são veteranos na arte de falar para a tevê. Eles me contaram tudo sobre como funciona o cultivo dos moluscos. Eu, confesso, não sabia nem como se criava uma fazenda marinha. Os produtores contam com a ajuda de mergulhadores para instalar estacas de concreto, com até 5 metros de profundidade nos locais onde as gaiolas ficam instaladas... É, bem complicado o troço. Depois da entrevista, o seu Max, sentado em um barco todo quebrado, contou como sobreviveu a maior de todas as tempestades no mar.


sexta-feira, 19 de outubro de 2007


FLORIANÓPOLIS


NOVE E VINTE DA NOITE



PARTE UM


Eu nem estava com fome. O Flavinho eu não sei. Se estivesse ele não diria. Se não estivesse ele não diria também. Fomos jantar porque precisávamos de uma nota fiscal para ter direito a nossa diária. Um detalhe: a diária em Floripa é de 30 reais, 15 para almoço e 15 para janta. E a gente sempre gasta mais que isso. Tudo é muito caro. Até o que é barato.

Achei que o Restaurante Oliveira, bem perto da rótula, antes de entrar na ponte da Lagoa, tinha cara de ter coisa boa e de não ter um preço exorbitante. Estava certo nas duas coisas. Tinha coisa boa demais. Sequencia de camarão e tal, coisas de cem reais, sessenta, cinquenta. E os pratos comerciais para duas pessoas, de trinta e três reais, trinta e cinco, trinta e oito. Optamos por um desses, com peixe a milanesa. E veio arroz, feijão, batata-frita... Que crueldade. Eu só queria uma nota... Tentei comer devagar, enquanto procurava a distração da janela.

PARTE DOIS


O melhor do restaurante era olhar pela janela e ver que no lugar de uma rua movimentada ou de um ponto de ônibus havia a Lagoa da Conceição, seus barcos e seus pescadores. Ali, nove e pouco da noite e eles trabalhando em alguma coisa nas redes. Sei lá se era camarão, lagosta, siri, mexilhão. Nunca fiz matéria de peixe. E estou às vésperas de fazer um programa inteiro sobre isso. Acho que amanhã vou aprender bastante. Tirei a foto pra mostrar que os caras estavam pescando ali, do nosso lado, a menos de cem metros. Dava pra ouvir o barulhinho deles arrumando as redes e dos pássaros, ao redor, tentando comer o que era jogado fora. Tão bucólico, tão tranquilo. Até que todo mundo que estava no restaurante ouviu o estrondo. Os garçons vieram correndo para a janela. Alguns clientes também se levantaram. Eu virei o rosto para trás e não consegui entender. O que era aquilo?

PARTE TRÊS


O barulho vinha de cima da ponte sobre a Lagoa da Conceição. Foi um estrondo. Depois outro, ainda mais forte. E muita fumaça saindo de um carro. Parecia que ia explodir. O povo todo começou a correr em direção ao acidente. De longe, não dava pra se ter a dimensão do tamanho do que havia acontecido. Eram um, dois, três carros. De certo, só o grande congestionamento que se formava. Como em todos os dias em que eu passei pela Lagoa. Parece o destino da ponte. Nunca ficar vazia.

PARTE QUATRO


Cena de acidente sempre assusta. Ou nos deixa com raiva. A camionete vermelha, com placas de Curitiba, vinha na direção Lagoa - Centro e antes de entrar na ponte, simplesmente atravessou para o outro lado e bateu de frente em um Fiesta. O Fiesta igualzinho ao meu ficou completamente destruído. A guria que estava na direção não se machucou. A camionete foi parar do outro lado da ponte, praticamente corroída pela mureta. Toda a parte externa do carro, do lado da motorista, ficou rasgada. E quem causou tudo isso? Ela, uma loira rica de calção curtíssimo que berrava no celular com os cotovelos esmigalhados pelo choque contra a ponte. Culpada ela, dizia um pescador. Ela tá maluca, berrava um. Completamente chapada, dizia outro. Não havia como negar. O olhar esbugalhado era a prova de que a sujeita poderia ter feito bem mais do que destruir dois carros. Por sorte ela não matou ninguém.
Cinco dias em Florianópolis.
Vi muito sol.
Vi céu nublado.
Vi um dilúvio na terça-feira.
E só trabalhei.
Hoje, na saída da tv, fiz esse vídeo.
Dá até pra notar minha afobação.
É que na correria, a gente nem percebe...
Isso aqui é lindo demais.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

A música é batida.

Mas foi aplaudida.

O remedinho é botanamorol...

Vanessa da Mata é o nome da moça.

Teatro do SESI.

Em POA>


Palavras são como a gente. Nascem, crescem e morrem. Não estou falando do dicionário, mas do uso informal, boca a boca ou até mesmo nos textos de tevê. Palavras ficam no dicionário e podem sair de moda. Eu não acho isso certo. Lembro da primeira vez que me pediram para evitar a palavra pobre e escrever carente. O argumento é que pobre seria pejorativo. Logo pobre que eu é tão curta e sonora. Não podia. E vieram muitos e muitos textos com pobres que viraram carentes. Algum tempo depois, carente ficou assim meio sem graça. Pode usar pobre, sim, me disseram. A moda estava de volta.



Outro exemplo: quem mora em vila, em bairro distante… Um colega chegou à RBS e trouxe a moda de que tudo era periferia. Até o que não era. Periferia da zona sul, periferia da zona norte, periferia do centro. Hoje, Regina Casé está condenando à morte a periferia. Já foi até o México e a Africa do Sul para mostrar as comunidades de lá. Isso depois de usar a palavra até em um programa com show musicais. Leiam o que eu escrevo: periferia está com os dias contados.
Palavras podem sair de moda como as gírias. Com a pressa do verão, com o tempo de uma novela, enquanto durar a fama de um artista. Bacana? Ninguém diz bacana hoje em dia. Massa? Deus me livre de usar essa expressão tão anos oitenta pra dizer que algo é legal. Legal. Legal ainda pode, não pode?


O medo da velhice está fazendo com que as palavras morram antes de muitos velhos. Velho, por sinal, não pode. Idoso é menos agressivo. Velho é caco, dizia uma tia minha com mais de sessenta anos. Os idosos, para mostrar que não tem nada a ver com isso, montaram grupos de convivência, onde dançam, cantam, conversam. Grupos de terceira idade. Mais uma mudança. Idoso já estava pegando mal, sabe. Tinha que ser terceira idade. Passou dos 55, 60 anos: terceira idade. Acho que não durou dez anos. Sim, terceira idade não pode mais. Ouvi esta semana a funcionária da companhia aérea chamar as grávidas, mulheres com crianças de colo e o povo da melhor idade. Melhor. É até discutível. E a terceira, vai pra onde agora? Virou politicamente incorreta.


Eu me considero um caçador das palavras perdidas. Ou um inconformado com a rapidez que elas vão embora. Pobre, velho, bacana. Elas não têm prazo de validade. Palavras são para sempre. Assim seja.

domingo, 14 de outubro de 2007

EU TENHO UM GENIUS

Realizei ontem um sonho de infância. Comprei na loja Superfestas do Shopping Bourbon Country o novo Genius. Era o último. A vendedora teve que ir até o depósito para buscar. 169 reais bem empregados. A moça não acreditou muito que era pra mim, queria embalar pra presente... pra quê? Foi só chegar em casa e eu pude brincar por um bom tempo, como se tivesse 8,9 anos. As luzes, os sons... que viagem. Deu vontade de assistir Balão Mágico na TV, comer uns bolinhos de arroz e ir correndo tomar banho antes do colégio. E na volta, jogar mais um pouco antes da hora do Sítio do Pica-Pau Amarelo.

sábado, 13 de outubro de 2007

CONFISSÕES PARA O MUNDO LER


Adolescentes escreviam suas confissões nos diários. Hoje, devem escrever nos blogs. E os adultos também. E as estrelas da TV também. Regina Duarte escreve sobre as viagens que fez pelo Brasil e pelo mundo. A eterna Viúva Porcina também gosta de indicar livros ou trazer trechos para seus leitores. Aguinaldo Silva, autor da novela das oito, comprou briga com o IBOPE por causa da baixa audiência dos primeiros capítulos. Carmo Dalla Vechia exibe o resultado do seu curso de fotografia. Priscila Fantin defende o amigo Reinaldo Gianechini, sempre alvo da boataria da imprensa. A ex-BBB Iris Siri Stefanelli, atual apresentadora do TV Fama, da Rede TV, disse que acabou o namoro com um magnata grego por falta de tempo. Fernanda Lima confessou ontem que está grávida: de gêmeos. Bah...

Acredito que os jornalistas são os que têm mais vantagens com essa enxurrada de blogs dos artistas. Tem pauta todo dia. Qualquer bobagem que eles escrevam, vira manchete. Exatamente porque são bobagens. Claro que a gravidez de gêmeos de Fernanda Lima rende uma nota. Principalmente porque ela substitui em um programa de TV a titular Angelica, grávida de 8 meses. Babyboom... Mas fora isso, não deve interessar para todo mundo o livro que a Regina está lendo ou a bolsa nova comprada pela Priscila Fantin.

Esse meu blog é uma maravilha por que ninguém lê. Por isso posso confessar que se todas essas bobagens escritas por famosos não interessam muito à humanidade, para mim, elas são um ótimo passatempo. Já descobri o prédio horroroso em que o Aguinaldo Silva morava quando deixou o nordeste para viver no Rio. Adorei as histórias da Regina sobre a ilha em que teve de dormir, no Piauí, que lembrava a Macondo de Gabriel García Marquez. Pra mim não são bobagens mesmo. E não só porque vieram de famosos. Blogs anônimos trazem maravilhas. Textos, fotos, histórias. Muitas histórias. Que venham elas, contadas como confissões, assim, desse jeito que eu faço. Eu me rendo ao meu e aos blogs alheios. É uma terapia do novo século. Eu confesso.

PS: Não desisti de ganhar o meu Genius...

terça-feira, 9 de outubro de 2007

NOVO GENIUS JÁ ESTÁ EM FALTA NAS LOJAS AMERICANAS



O jogo mais pedido de todos os tempos esta de volta! Genius Simon, o clássico jogo que testa sua memória, agora com visual muito mais moderno e 3 novos desafios! Genius Simon Maluco, Genius Simon Surpresa e Genius Simon do Avesso. Ideal para desenvolver o raciocínio lógico e a memória do seu filho.Alimentação: funciona com 3 pilhas AA incluidas (try-me)Idade recomendada: a partir de 7 anosGarantia do Fornecedor: 3 meses (defeitos de fabricação)ref.: 16.80.22Fornecedor - Estrela

Comentários dos Clientes

VIVIAN de Fortaleza - CE, dia 10.07.2007
É o maior com certeza
Olha, fui à loucura quando vi este brinquedo. Tenho 34 anos e na minha época não pude comprar um Genius e hoje, graças à Estrela, esta marca maravilhosa de brinquedos, vou realizar um sonho de criança!


Mas hoje à tarde, o novo Genius já estava fora do catálogo das Americanas. A procura deve ter sido muito grande.

GENIUS


Eu quero um Genius de aniversário. Alguém lembra do Genius? Acho que era da Estrela. Redondo, colorido, com pilhas. As luzes coloridas acendiam e a gente tinha que repetir a sequência. Quando acertava, também repetia o som que dava na cor. Quando a gente errava, dava um sonzinho chato de quem diz: errou, babaca...



Eu nunca tive um Genius. As minhs primas tinham. A Alessandra e a Adriana. A gente passava jogando aquilo, mesmo em dias de tempo bom e sol, perfeitos pra brincar fora de casa. A caixa do Genius era tri grande. Ou talvez nem fosse tanto. Eu é que era pequeno. Mas chegava a sonhar com aquele brinquedo. Nossa... Eu sonhava que tinha um, que guardava no quarto, na escrivaninha, do lado da pasta com os cadernos do colégio. E nunca tive.


Acho que o Genius era caro. E eu tinha poucas chances de ganhar brinquedo. Era na páscoa, no aniversário e no Natal. Só. Não tinha dia da criança pra mim. Eram dois dias depois do aniversário. Claro que ganhava um só presente. Só quem nasceu perto do Natal pode entender o que é isso.


E ontem, a Adriane D'Ávila me mostrou um folheto de loja, das Americanas, eu acho, com uma propaganga do Novo Genius. Deve ser o mesmo brinquedo. O design é que é diferente. Tudo mais moderno. Mais azul. Menos colorido. Putz... me deu uma vontade de ter um Genius. Cento e poucos reais. Quase o preço do perfume que eu uso e terminou e eu não compro há dois meses. O perfume ou o Genius? Pergunta complicada pra um libriano. O que vou me dar de presente amanhã?

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

OS ÚLTIMOS DIAS DA TORRE

Não é uma torre qualquer. A torre que tenho na frente da minha janela me faz dizer bom dia quase todos os dias. Lá no alto do Morro Santa Tereza. Lembro de quando estava sendo construída e a gente nem sabia direito o que ia ser. Que espigão enorme, daquele tamanho... A torre da Claro. No meio de prédios, casas e algumas árvores -estas cada vez mais raras na minha janela- ela aparece imponente. E é mais ainda poderosa quando chega a noite. Logo que começou a funcionar este sistema de iluminação noturna, era só no que se falava. Um dia, a torre estava verde, no outro amarela, no seguinte lilás. Às vezes, ela ficava de várias cores em uma mesma noite ou até ao mesmo tempo. Ver as cores mudando, da janela da minha sala, só perdia em emoção para as noites de temporais, em que as nuvens surgem amedrontadoras detrás do morro.


Eu sempre soube que corria o risco de perder a vista das árvores. A cada ano surge um novo prédio. De tempos em tempos percebo que um pedaço de verde foi-se embora. Mas a semana passada, eu percebi, por acaso, assim, passando sem muita demora pela janela, que eu vou perder a torre da Claro. E justo por causa de um prediozinho de nada que nunca dei atenção ao tamanho. Ele foi crescendo, crescendo e as escadas dos operários já estão quase no mesmo nível da torre. Em breve é a construção que vai estar sobre ela. Tsc tsc tsc... Incrível como a gente perde coisas simples e importante na vida da gente. Não poderei mais dizer bom dia para a torre se a torre não estiver aparecendo na minha janela. Tsc tsc tsc...


Me sinto em dias de despedida. Até quando verei um lado dela? Quando o último tijolo esconderá o último pedaço da estrutura branca que fica colorida de noite? Não é uma torre qualquer. Experimente chegar na cidade, no fim da tarde. É uma referência, lá no alto, mais importante que qualquer torre das televisões locais. E eu podia ver daqui, da minha janela, só esticando o pescoço quando estava na sala vendo tv. Já vi raios cruzarem ao lado dela. Já vi nuvens bem escuras cobrirem o topo. Já vi ela apagada e acesa, com as mais diferentes corres, como se tivesse um comportamento racional. Uma pintura da minha janela. Com os dias contados. Sentirei a falta dela. Não é uma torre qualquer.

NO AR, MAIS UM CAMPEÃO DE AUDIÊNCIA



Um crime. É a primeira imagem que me vem à cabeça quando lembro de uma novela. Minhas irmãs foram a um baile e pediram que eu assistisse ao que iria acontecer em “Pai Herói”. Era sábado de carnaval. Fevereiro de 1979. A bailarina Carina Brandão, interpretada por Elisabeth Savalla, estava em Bariloche, na Argentina, na beira de um lago. Não sei porque ela tinha fugido, nem o motivo de terem ido até lá para matá-la. Mas a imagem do final do capítulo, com a protagonista da novela na mira da espingarda, eu jamais esqueci.



Durante a década de oitenta, eu assisti a todas as novelas da Globo, em todos os horários. É de 1985 a melhor trama exibida às 18h: A Gata Comeu, reprisada três vezes até agora. Fera Radical, de 1988, fica em segundo lugar, com minha musa Malu Mader no papel principal. Às 19h, ela também esteve em Tititi (1986), a segunda melhor do horário. Em primeiro, a clássica “Que Rei Sou Eu?”, uma sátira de capa e escada. Também nos anos oitenta figuram as campeãs do horário nobre. Na ordem, para mim, em terceiro fica “Roque Santeiro” (1985), em segundo “Tieta” (1989/90) e no topo do pódio, “Vale Tudo” (1988). Quem matou Odete Roitman?
Um crime, no final de setembro, de novo, parou o país. Para saber a identidade do assassino de Taís, a gêmea má de “Paraíso Tropical”, muita gente não saiu de casa. Eu tinha dois aniversários para ir. Em um salão de festas e em um bar. Nos dois locais, haviam aparelhos de tv para acompanhar o último capítulo. A apresentadora de TV Tania Carvalho disse que também foi a uma festa na noite de sexta, mas os convidados só começaram a aparecer lá pelas 23h, depois de saber o final da novela. Ela acha isso um absurdo. Eu fico entusiasmado. É como se as novelas continuassem tão boas quanto naquele tempo, em que eu adiava qualquer compromisso para assisti-las. Os crimes da ficção, pelo menos eles, continuam a chamar a atenção.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

MUITOS ANOS DE VIDA


Eu tenho trauma de aniversários. Principalmente os meus. Não gosto de junção, de parabéns a você nesta data querida, de ter que beijar todo mundo, abraçar, agradecer a presença. Bah, que saco. ... Quando eu era criança, as festas eram imensas. Tinha muita gente, muita comida, muito brinquedo e pouco tempo pra brincar. Dos presentes eu continuo gostando. E das presenças também. Mas o evento, o ritual, isso tudo me deixa apavorado. Acho que não sei receber bem as pessoas, fico com medo de não dar atenção devida a todo mundo. E durante alguns anos da fase adulta, preferi passar sozinho ou com pouca gente. Até que conheci o Ziegler.
O Cristiano Ziegler tem prazer em organizar festas, em reunir o pessoal, em pensar no evento. Isso que falta em mim, ele tem de sobra. No ano passado, quando descobrimos que faríamos 32 anos quase na mesma data, ele teve a idéia de um aniversário conjunto. Dois Cristianos. Dois librianos. Os dois com 32 anos. No próximo sábado vamos repetir a dose. Mais uma vez ele organizou tudo. Lugar, bandas, a história dos brinquedos que distribuímos nas creches e valem desconto na entrada. Para acabar de vez com o trauma, vou comemorar de novo a data, no dia certo, dia 10, no PasseFica, bar da minha irmã, na República. Quem sabe eu passe a gostar mais do ritual depois de enfrentar a idade de Cristo?